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domingo, 23 de março de 2014

Reflexos ideológicos do Regime Militar brasileiro de 1964

1º de Abril de 2014: comemoração, luto, revolta pelos 50 anos do golpe militar?Da derrocada e fim do sonho das reformas de base?Vitória do conservadorismo e do discurso hipócrita de manter a situação econômica-social a mesma, inalterada para a elite?Discurso anticomunista?Ideologia alienadora pregada pelos meios de comunicação?Argumentos para o fim da corrupção? Pois bem, eis que o atual momento político brasileiro é em minha humilde opinião complicado e deturpado. O PT está no poder há vários anos e não dá sinais que irá sair tão cedo. A oposição é medíocre, apenas faz ataques sem fundamentos. Uma oratória e poder de persuasão que fazem os sofistas gregos se remoerem nas tumbas. Diante de tais fatos temos o aumento da violência, os gastos excessivos com a Copa do Mundo e Olimpíadas, as críticas internacionais a infraestrutura das cidades brasileiras, a revolta da TV Globo, assim como outros meios de comunicação que tentam e conseguem muitas vezes manipular a informação, mantendo a população alienada, pregando um ódio contra as reformas sociais do PT e por fim o fantasma dos 50 anos do Golpe Militar. Muitos jovens não entendem ou nem se quer tem condições de formarem opiniões devido a esses vários acontecimentos, pois muitos estão preocupados com coisas fúteis que a tecnologia e mídia oferecem. Poucos tem coragem de analisar e criticar de forma coerente a história como ocorreu e a conjuntura do presente que pode nos levar aos mesmos acontecimentos de uma passado não muito distante.O conservadorismo e preconceito ainda rondam a nossa frágil democracia,que é vítima de conspirações enquanto dorme tranquilamente, como diz Chico Buarque de Holanda. Ontem, 22 de março aconteceram em várias cidades brasileiras manifestações que lembraram a Marcha da Família pela liberdade, acontecida dias antes do golpe militar em 1964. Os argumentos daquela marcha?Os mesmos do nosso presente cenário social e político. Luta contra o anticomunismo do PT que se infiltrou em todos os ramos da sociedade, TV, escolas, Universidades e etc, luta contra a corrupção e ondas de violência. Tudo sob a batuta dos militares que devem por ordem e trazer tranquilidade ao povo brasileiro. Quando me refiro ao "povo", lógico, estou delatando as vontades da minoria, da elite que odeia ver milhares de brasileiros tendo acessos a educação, cultura e tecnologia. Utilizam argumentos ridículos, insinuações que atacam a história da política, a história do socialismo.Atacam sobretudo, a inteligência da população. Causam alienação e massificação da cultura brasileira. O apoio dos meios comunicação são escancarados. Dá arrepio, nojo. Infelizmente a história e a filosofia contam com membros adeptos de tantos argumentos carregados de preconceito e visão utópica. Portanto, os reflexos da famigerada Ditadura Militar ainda ecoam em nosso país, que construindo seu processo democrático ainda dá ouvidos a almofadinhas e conservadores. Se houver alguma dúvida, basta ver vídeos e relatos de torturas durante a Ditadura Militar, pessoas que jamais voltaram aos lares familiares, brasileiros que tentavam fazem jus ao slogan de nossa bandeira: Ordem e Progresso. Conseguiram apenas fazer com seus sangues fossem jorrados no manto verde e amarelo, que agora volta a ficar vermelho.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Labirintite


31 de dezembro, ano 2012. Em poucas horas é chegado 2013. Muitas pessoas felizes pelo mundo a fora. O desejo de que todos os sonhos sejam realizados. Os votos sempre são os mesmos: paz, saúde, felicidades e etc. Entretanto, sabemos cruelmente, que a realidade bate a nossa porta a todo instante. Saúde, paz, felicidade e segurança é para quem pode. Lembrando que a palavra "pode" carrega em si o significado do capital(dinheiro) e político(leis). Infelizmente a maior parte da população brasileira está a margem dos serviços básicos contidos na constituição brasileira de 1988. Nestes primeiros 20 dias de janeiro me deparei com inúmeros notícias negativas sobre corrupção, violência e falta de saúde. Ou seja, as mesmas notícias que estamos acostumados a lidar e engolir. Nada mudou, apenas se aperfeiçoou. E neste caso, para pior queridos leitores.
São tantas notícias ruins que acabamos sendo anestesiados, portanto, existem momentos que apenas pensamos que algo é normal, que está normal ou tende a piorar com naturalidade. Não sentimos emoção. Exceto em alguns casos que superam nossa falta de sensibilidade. E neste caso, dois casos me chamaram a atenção nesta última semana. Sexta-Feira(18), assaltantes renderam uma mulher em seu carro, junto a ela estava a filha de 1 ano em uma cadeirinha no banco do carona. A mãe acabou acelerando no susto e um suspeito efetuou um disparo de dentro do carro. Geovana Vitória de Barros(1 ano) estava no banco do carona em uma cadeirinha para bebês e foi atingida. Foi levada ao hospital mas infelizmente faleceu. Não pude deixar de me arrepiar com o desespero do pai no hospital sendo amparado por um bombeiro, tentando confortá-lo. 
No mesmo dia(18), mais precisamente em Luziânia(GO) , uma empresária foi sequestrada, estuprada e queimada viva por assaltantes. Os assaltante foram presos mas infelizmente o que mais dá retoques cruéis ao crime é a entrevista de um deles, demonstrando toda frieza e falta de sentimento.
Vemos com isso que o ano de 2013 não mudou em nada. Ainda faltam paz, saúde e segurança a grande parte da população brasileira. A justiça padece. O povo implora e chora.

A volta dos que nunca se foram - Tributos 2013


sábado, 10 de novembro de 2012

Exercícios - Mercantilismo


 
1. (UFMG 2011)  Leia este trecho:
Este fluxo de prata é despejado em um país protecionista, barricado de alfândegas. Nada sai ou entra em Espanha sem o consentimento de um governo desconfiado, tenaz em vigiar as entradas e as saídas de metais preciosos. Em princípio, a enorme fortuna americana vem, portanto, terminar num vaso fechado. Mas o fecho não é perfeito [...] Ou dir-se-ia tão comumente que os Reinos de Espanha são as “Índias dos outros Reinos Estrangeiros”.
 BRAUDEL, Fernand. O Mediterrâneo e o mundo mediterrânico à época de Felipe II. Lisboa: Martins Fontes, 1983-1984, v.1, p. 523-527.

a) Identifique a prática econômica a que se faz referência nesse texto.
b) Cite o principal objetivo dessa prática.
c) Mas o fecho não era perfeito [...] Ou dir-se-ia tão comumente que os Reinos de Espanha são as “Índias dos outros Reinos Estrangeiros”. Explique o sentido histórico dessa frase.

resposta:
a) Refere-se ao metalismo, prática adotada pelos países mercantilistas durante a Época Moderna.
b) O principal objetivo é o entesouramento, ou seja, o acúmulo de metais preciosos na nação, estes considerados como sinônimo de riqueza.
c) A frase destaca a imperfeição do sistema, na medida em que a Espanha não consegue reter os metais preciosos que explora de suas colônias americanas. Nesse sentido, assim como as colônias garantem a riqueza da Espanha, esta, ao precisar de produtos de nações europeias garante a riqueza desta nações.

2. (Unifesp 2010) Mercantilismo é o nome normalmente dado à política econômica de alguns Estados Modernos europeus, desenvolvida entre os séculos XV e XVIII.
Indique
a) duas características do Mercantilismo.
b) a relação entre o Mercantilismo e a colonização da América.

resposta:
a) O mercantilismo é definido como a política econômica do Estado Absolutista, caracterizado por metalismo, - na medida em que considera que são os metais preciossos que definem a riqueza da nação - intervencionismo, protecionismo estatais e Balança comercial favorável.
b) A América foi considerada como área fornecedora de riquezas. Os metais extraídos da América gerariam as riquezas das nações metropolitanas, assim como os genêros tropicais que podiam ser comercializados na Europa. Dessa forma, as metrópoles definiram o pacto colonial, caracterizado pelo monopólio, que garantia controle exclusivo sobre as áreas coloniais.

3. (Fuvest 2009) “Da armada dependem as colônias, das colônias depende o comércio, do comércio, a capacidade de um Estado manter exércitos numerosos, aumentar a sua população e tornar possíveis as mais gloriosas e úteis empresas.”
Essa afirmação do duque de Choiseul (1719-1785) expressa bem a natureza e o caráter do
a) liberalismo.
b) feudalismo.
c) mercantilismo.
d) escravismo.
e) corporativismo.

resposta:[C]
Características como o sistema colonial e o incentivo ao comércio fazem parte da Política Econômica Mercantilista, típica dos Governos Absolutistas, que monopolizam a força militar e se beneficiam do desenvolvimento comercial de suas nações.

4. (cftsc 2007) O historiador francês Fernand Braudel, referindo-se ao Mercantilismo, afirma que este "reagrupa comodamente uma série de atos de atitudes, de projetos, de idéias, de experiências que marcam, entre o século XV e o século XVIII, a primeira afirmação do Estado Moderno em relação aos problemas concretos que ele tinha que enfrentar." Assinale a alternativa que expressa CORRETAMENTE uma característica do Mercantilismo.
a) Pacto colonial, permitindo o pleno desenvolvimento interno e a liberdade político-administrativa da Colônia.
b) Não-intervencionismo estatal.
c) Incentivo à manutenção de uma balança comercial favorável, importando mais que exportando.
d) Intervenção do Estado, que se efetivou sob forma de protecionismo e de regulamentação da atividade econômica.
e) Monopólio concedido pelo Estado, que permitia a qualquer companhia de comércio, sem autorização da metrópole, vender seus produtos na Colônia.


resposta:[D]

5. (UFU 2006) Com o objetivo de aumentar o poder do Estado diante dos outros Estados, [o Mercantilismo] encorajava a exportação de mercadorias, ao mesmo tempo em que proibia exportações de ouro e prata e de moeda, na crença de que existia uma quantidade fixa de comércio e riqueza no Mundo.
ANDERSON, Perry. "Linhagens do Estado Absolutista", São Paulo Brasiliense, 1998. p. 35.

O trecho acima refere-se aos princípios básicos da doutrina mercantilista, que caracteriza a política econômica dos Estados modernos dos séculos XVI, XVII e XVIII. Com base nessa doutrina, marque a alternativa correta.
a) A doutrina mercantilista pregava que o Estado deveria se concentrar no fortalecimento das atividades produtivas manufatureiras, não se envolvendo em guerras e em disputas territoriais contra outros Estados.
b) Uma das características do mercantilismo é a competição entre os Estados por mercados consumidores, cada qual visando fortalecer as atividades de seus comerciantes, aumentando, conseqüentemente, a arrecadação de impostos.
c) Os teóricos do mercantilismo acreditavam na possibilidade de conquistar mercados por meio da livre concorrência, de modo que era essencial desenvolver produtos competitivos, tanto no que diz respeito ao preço como em relação à qualidade.
d) A conquista de áreas coloniais na América é a base de qualquer política mercantilista. Tanto que o ouro e a prata, de lá provenientes, possibilitaram ao Estado espanhol figurar como o mais poderoso da Europa após a Guerra dos Trinta Anos.


resposta:[B]


6. (UFMG 2006) Considerando-se o papel e a importância do Mercantilismo, é INCORRETO afirmar que
a) essa doutrina tinha como fundamento básico a convicção de que o Estado deveria interferir nos processos econômicos.
b) as políticas fundamentadas nessa doutrina abarcavam as relações entre os países da Europa Ocidental e, também, os laços entre estes e suas colônias.
c) o principal aspecto dessa doutrina era a adoção de ações planejadas para fomentar a industrialização da economia.
d) essa doutrina consistia num conjunto de pressupostos e crenças econômicas vigentes no período de formação e apogeu dos Estados modernos.


resposta:[C]


7. (cftce 2005) O Mercantilismo pode ser definido como:
a) o conjunto de práticas econômicas caracterizadas pelo monopólio comercial, pela balança comercial favorável e pela intervenção do Estado na economia
b) o conjunto de idéias preconizadas por Adam Smith que defendia a livre iniciativa econômica e a atuação do Estado Absolutista
c) a expressão teórica do Estado liberal, caracterizado pelo livre comércio
d) o conjunto de práticas econômicas que incluíam o estímulo à livre iniciativa e o combate ao trabalho escravo
e) o conjunto de medidas econômicas colocadas em prática durante o período denominado Feudalismo, caracterizado pelas obrigações servis e pela livre iniciativa


resposta:[A]

8. (UFRS) Leia a seguir um trecho do relatório elaborado pelo embaixador veneziano Giustiniani no período em que serviu na França. "Seu objetivo era tornar o país inteiro superior a qualquer outro em opulência, abundante em mercadorias, rico em manufaturas e fecundo em bens de todo tipo, não tendo necessidade de nada e dispensando todas as coisas dos outros Estados. Em conseqüência, ele nada negligencia a fim de aclimatar na França as melhores indústrias de cada país e impede por diversas medidas os outros Estados de introduzir seus produtos no reino [...]. Quanto mais ele se encanta em ver entrar o ouro dos outros no reino, tanto mais é zeloso e cuidadoso em impedir a sua saída, e, para isso, as ordens mais severas são dadas por todos os lugares [...]."
Citado em BERSTEIN, Serge. "Histoire". Paris: Hatier, 1990. p. 29.

Considerando os dados emanados do relatório e a época histórica, a política econômica a que o texto se refere é
a) o Feudalismo.
b) o Liberalismo.
c) o Capitalismo.
d) a Fisiocracia.
e) o Mercantilismo.


resposta:[E]

9. (cftce 2004) Durante a Idade Moderna, a Europa estruturou o chamado Estado Moderno que possuía basicamente três elementos fundamentais: o Absolutismo Monárquico, o Mercantilismo e o Colonialismo. Tais elementos mantinham estreitas e inseparáveis relações. A partir da condição acima citada, cite três características básicas do Mercantilismo.


resposta: 
Intervenção do Estado na economia, manutenção de balança comercial favorável, protecionismo alfandegário, metalismo, exploração econômica da colônias americanas.




10. (Unifesp) Nos reinados de Henrique VIII e de Elisabeth I, ao longo do século XVI, o Parlamento inglês "aprovava pilhas de estatutos , que controlavam muitos aspectos da vida econômica, da defesa nacional, níveis estáveis de salários e preços, padrões de qualidade dos produtos industriais, apoio aos indigentes e punição aos preguiçosos, e outros desejáveis objetivos sociais".
(Lawrence Stone, 1972.)

Essas "pilhas de estatutos", ou leis, revelam a
a) inferioridade da monarquia inglesa sobre as européias no que diz respeito à intervenção do Estado na economia.
b) continuidade existente entre as concepções medievais e as modernas com relação às políticas sociais.
c) prova de que o Parlamento inglês, já nessa época, havia conquistado sua condição de um poder independente.
d) especificidade da monarquia inglesa, a única a se preocupar com o bem-estar e o aumento da população.
e) característica comum às monarquias absolutistas e à qual os historiadores deram o nome de mercantilismo.


resposta:[E]


11. (UFV) Mercantilismo é um termo que foi criado pelos economistas alemães da segunda metade do século XIX para denominar o conjunto de práticas econômicas dos Estados europeus, nos séculos XVI e XVII. Das alternativas abaixo, assinale aquela que NÃO indica uma característica do mercantilismo.
a) Busca de uma balança comercial favorável, ou seja, a superação contábil das importações pelas exportações.
b) Intervencionismo do Estado nas práticas econômicas, através de políticas monopolistas e fiscais rígidas.
c) Crença em que a acumulação de metais preciosos era a principal forma de enriquecimento dos Estados.
d) Aplicação de capitais excedentes em outros países para aumentar a oferta de matérias-primas necessárias à industrialização.
e) Exploração de domínios localizados em outros continentes, com o objetivo de complementar a economia metropolitana.


resposta:[D]


12. (UFU) Na economia mercantilista, a riqueza era impulsionada por uma lógica muito diferente da que predominava na época do feudalismo. O Estado tinha papel fundamental, juntamente com a expansão das atividades da burguesia em busca de maiores lucros. A esse respeito assinale a alternativa INCORRETA.
a) A competição estabelecia um novo conceito de relações econômicas. A questão não era mais o justo preço, mas a ampliação do lucro, contrariando a Igreja. Os interesses dos reis e da burguesia coincidiam em muitos aspectos, entre os quais: a formação de uma burguesia e do exército, a luta para diminuir os poderes do clero e da nobreza e a agilização as atividades comerciais e transações financeiras.
b) Luís XIV - o Rei Sol - considerava-se o astro central, em torno do qual tudo deveria girar e de onde emanaria todo o poder. Entre suas medidas, procurou diminuir o poder da nobreza e aumentou a interferência do Estado na economia, incentivando a produção de manufaturas de artigos de luxo.
c) Em obediência a um dos princípios básicos do mercantilismo, a Espanha, apesar de destacar-se com a formação de um império colonial, aplicou suas riquezas no acúmulo de metais preciosos, o que provocou a sua dependência em relação à importação de manufaturas.
d) A Revolução Gloriosa na Inglaterra, vencida pelo partido conservador dos "tories" e ocorrida sem derramamento de sangue, instaurou o Estado Absolutista e pôs fim aos entraves feudais da economia, impulsionando o comércio com a expansão colonial e o confisco de terras da Igreja Anglicana.


resposta:[D]


13. (Uerj) Devemos sempre ter o cuidado de não comprar mais aos estrangeiros do que lhe vendemos.
(SMITH, Thomas, 1549 apud BRAUDEL, F. Os jogos das trocas. Lisboa: Cosmos, 1985.)

A afirmativa acima evidencia uma das principais características das práticas econômicas mercantilistas dos Estados absolutistas entre os séculos XV e XVIII.
a) Explique o significado de riqueza nacional na época do mercantilismo.
b) Justifique por que a idéia de balança de comércio favorável foi um fator que contribuiu para a colonização da América.


resposta:
a) A riqueza nacional estava fundamentada na acumulação de metais preciosos, o metalismo.
b) Pois eles compravam as matérias-primas das colõnias de exploração por um preço barato e vendiam mais caro para outros países.

14. (Fuvest 2004) O ouro e a prata que os reis incas tiveram em grande quantidade não eram avaliados [por eles] como tesouro porque, como se sabe, não vendiam nem compravam coisa alguma por prata nem por ouro, nem por eles pagavam os soldados, nem os gastavam com alguma necessidade que lhes aparecesse; tinham-nos como supérfluos, porque não eram de comer. Somente os estimavam por sua formosura e esplendor e para ornamento [das casas reais e ofícios religiosos]".
Garcilaso de la Vega, Comentários Reais, 1609.

Com base no texto, aponte:
a) As principais diferenças entre o conjunto das idéias expostas no texto e a visão dos conquistadores espanhóis sobre a importância dos metais preciosos na colonização.
b) Os princípios básicos do mercantilismo.

resposta:

a) Para os incas estruturados uma economia agrária e amonetária, os metais preciosos só tinham importância na confecção de adornos, já para os espanhóis estruturados na economia capitalista mercantilista e organizados num Estado Absolutista, a acumulação de metais preciosos representava a mais importante fonte de riqueza e poder, sobretudo do Estado.
b) Metalismo ou bulionismo (acumulação de metais preciosos), balança comercial favorável, protecionismo alfandegário, intervencionismo estatal na economia e exploração de colônias (sistema colonial) pelas potências econômicas européias (metrópoles).

15. (Fuvest 2000) Durante a Idade Moderna, pensava-se que todas as riquezas do mundo estavam
numa posição estática e constante, razão pela qual o comércio era tido como uma atividade em que
havia um ganhador e um perdedor, sendo o seu resultado equivalente a uma soma zero (+1-1=0).
Baseando-se nestes princípios, os Estados modernos atuaram no comércio internacional sob a
orientação de uma política econômica.
a) Que nome foi dado a esta política econômica?
b) Quais foram seus principais elementos constitutivos?

resposta:
a) Mercantilismo
b) Metalismo, balança comercial favorável, protecionismo monopólios estatais, intervencionismo do Estado na regulamentação da economia e exploração de colônias (Sistema Colonial).

16. (Fuvest) Uma das características do Mercantilismo, política econômica do capitalismo comercial, foi:
a) liberalismo econômico.
b) protecionismo estatal.
c) eliminação do metalismo.
d) oposição ao absolutismo.
e) restrição das exportações.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O único dia em que lembramos o Índio

19 de abril, data marcada pela “comemoração” aos índios. É uma data apenas lembrada a cada ano sem muito interesse pela mídia e população. Enquanto os meios de comunicação e colégios divulgam a “importância” da cultura e comunidade indígena estes vão perdendo sua identidade e sendo esmagamos e absorvidos pela sociedade capitalista. Um processo natural ao levar em conta a conjectura do mundo atual. Infelizmente os resquícios de uma cultura indígena são apenas lembrados em uma única data comemorativa ou quando algum pobre “pagão” indígena é queimado vivo, despejado de suas terras aparecendo assim nos noticiários causando a revolta da opinião pública, o que na verdade não passa de um surto de pena e culpa rapidamente esquecido pela sociedade.

Deve-se lembrar que o processo de destruição da sociedade indígena tem sua origem nas grandes navegações européias do século XVI sendo resultado da liberdade de alguns países que saíram das correntes da nobreza feudal para desembocar em Estados Nacionais promovendo a unidade do território. Portanto tal fato levou os recentes Estados Nacionais a procurar rotas comerciais para enriquecer a burguesia assim como a coroa. Os dois países que primeiro tiveram condições para se tornarem unidos foram Portugal e Espanha que se lançaram ao mar descobrindo e conquistando novos territórios assim como a população existente nela. Portugal conquistou ilhas próximas ao continente africano e posteriormente “descobriu” terras que no futuro seria chamada de Brasil. Coube a Espanha ter tido o “privilégio divino” de descobrir e conquistar a América Espanhola, terras que correspondem atualmente ao México, América Central e Sul exceto o Brasil. Lembrando que os conquistadores vinham em nome da coroa e da Igreja tendo como objetivo enriquecer a si mesmo como a coroa reservando a Igreja o direito de promover o Cristianismo. Estes ainda tinham o espírito guerreiro herdado das épocas medievais e especificamente a Coroa de Castela e Aragão após expulsar os Mouros de Granada em 1492 mantinham vivo este espírito que foi transposto para a América.

Ora, tendo como objetivo conquistar novas terras e enriquecer os europeus ao descobrirem terras exóticas se deparou com algo extremamente novo e pitoresco a seus olhos: a cultura indígena. Em um primeiro contato estabeleceram um diálogo com os indígenas com a intenção de procurar ouro. Mas percebendo que este meio não traria riquezas partiram para a violência e conseqüente destruição, escravidão da população indígena. Infelizmente durante muitos anos prevaleceu a visão dos vencedores que mostravam uma população indígena submissa e fácil de ser conquistada com a justificativa de serem pagãos. Porém a partir de pesquisas realizadas nos mostram a visão dos vencidos e suas versões acerca da conquista portuguesa e principalmente espanhola na América. As conseqüências destrutivas da conquista afetaram de forma considerável as sociedades nativas em todos os níveis: social, demográfico e ideológico.

Números mostram o enorme declínio da população indígena dos Astecas e Incas. Quando os espanhóis chegaram ao planalto mexicano à população indígena era de 25 milhões enquanto nos Andes era de 10 milhões. Ora, passado algumas décadas pós conquista percebe-se um declínio demográfico de grandes proporções decaindo para 1,9 milhões de habitantes no planalto mexicano e 1,5 milhões a população indígena nos Andes. Umas das causas principais dessa catástrofe foram às doenças trazidas pelos europeus que dizimaram os indígenas que isolados do mundo europeu não estavam acostumados a tais enfermidades, seguido do trabalho forçado e do suicídio em massa de grupos indígenas inconformados com o domínio europeu.

Atualmente os índios vivem esquecidos e isolados do mundo. São tratados apenas como resquícios de uma era arcaica. Muitas tribos desapareceram, outras perderam seus traços culturais sendo absorvidos pelo consumismo capitalista e poucas ainda vivem no anonimato sem a influência e contato com o homem branco. No Brasil temos algumas tribos desconhecidas vivendo na floresta amazônica que a primeira vista vive como seus ancestrais.

Não devemos esquecer o extermínio causado pelos indígenas no passado apoiado pelo poder e ganância dos países europeus aliados a Igreja Católica que tentava libertar os pagãos ameríndios, mas tinham, sobretudo a intenção de barrar o avanço do Protestantismo no “Novo Mundo” instaurando assim uma Igreja pura como nos moldes do início do Cristianismo sobrepujando os hereges. Portanto o Cristianismo foi imposto pela Igreja Católica na América extirpando assim parte da cultura indígena e os deixando submissa a coroa. Nem o pedido de Perdão pelo Papa séculos depois pode apagar o sangue derramado na América Latina que hoje em dia vive os reflexos de uma época colonial de violência e exploração.

Chega-se a conclusão de que a descoberta e conquista da América Latina por Portugueses e Espanhóis destruiu a sociedade e cultura indígena por motivos de ganância e poder. Fatos que geraram conseqüências negativas para o futuro destes povos que vivem a margem da sociedade protegidos por leis apenas simbólicas que nada valem devido ao preconceito causado pela visão européia. Restou aos índios viverem em reservas protegidas pelo poder Federal e uma única data a cada ano para encobrir as maldades e injustiças cometidas contra eles ao longo dos séculos, enaltecendo sua cultura e beleza. Pura incoerência e hipocrisia.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Colônias de Exploração X Colônia de Povoamento

Penso que os termos colônias de exploração e de povoamento são colocados e interpretados de forma errônea. As cortes espanholas e portuguesas quando chegaram cá tinham o desejo de extrair riquezas da terra para seu usufruto na Europa. Só que eles montaram uma sólida estrutura complexa, para cá vieram vários estudiosos e pessoas importantes,ou seja, também não vonham só o "resto" da Europa. Então não tinham somente a intenção de explorar a terra e depois irem embora.
Já na América Inglesa(EUA) não houve desde o início um interesse por parte da corte por parte das terras conquistas na América. Este pouco interesse devido aos problemas ocorrentes na Inglaterra, dentre eles a Revolução Gloriosa.Para os Estados Unidos vieram muitos camponeses que foram expulsos de suas terras devido a utilização de cercamentos nos campos ingleses, também vieram pessoas de várias religiões que eram perseguidas na Europa e alguns desocupados em solo Europeu.
Então já cai por terra a perspectiva de que para as Treze Colônias só vieram pessoas ricas e intelectuais.
O fato que distingue o Brasil e os Eua pelo que penso é uma questão cultural.
A estrutura montadsa aqui por ser forte e rígida era controlada também pela forte influência da Igreja Católica que condenava a prática do comércio e o uso de juros.
Já nos Eua(Treze Colônias) houve uma forte influência do Protestantismo que estimula o comércio e prática de juros, ou seja, o protestantismo estava ligado ao capitalismo.Lá houve uma maior circulação e liberdade de idéias do que aqui e em toda a América Espanhola.
Em plena independência tinhamos um alto numero de pessoas analfabetas e os Estados Unidos já despontavam.