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quinta-feira, 25 de junho de 2015

A porta de entrada para a Filosofia de Martin Heidegger

Seria a filosofia uma ciência ou ela estaria subordinada a essa mesma ciência? São essas algumas das perguntas que esse livro de Martin Heidegger busca responder. Para Descartes a filosofia seria uma ciência do qual todos os outros ramos estariam subordinados. Heidegger nega que a filosofia seja uma ciência e quer dignificá-la situando-a acima de qualquer área da ciência. A filosofia, ao contrário da ciência, permite ao filósofo dar aquilo que Heidegger chama de “salto na transcendência”, e isso permite elevar a filosofia a um nível que a ciência jamais poderá alcançar.Para ele, a ciência só é possível como filosofia, mas somente a filosofia permite o Dasein (ser-aí) a possibilidade de questionar o próprio ser-no-mundo. Equiparar a filosofia à ciência é denegrir a primeira, pois no sentido original dos gregos era as ciências que foram chamadas de “filosofias”, segundo Heidegger. A ciência sempre foi considerada desde os gregos como uma prática da vida contemplativa, e sempre continuará sendo assim, segundo Heidegger. Assim sendo, Heidegger define a ciência no sentido grego como a investigação “das sombras das coisas que estão por vir” por oposição ao real. A contemplação, para ele, é uma experiência mística, e a própria atitude “teórica” da ciência revela o seu lado “prático”. A filosofia exerce a transcendência, algo que a ciência jamais poderá fazer. Para Heidegger, a filosofia preocupa-se com a formação, enquanto a ciência está mais preocupada com o desempenho. A ciência torna-se obsoleta com o passar do tempo, algo que não acontece com a filosofia, que é atemporal. O livro reflete a preocupação do filósofo alemão com o problema do Ser, que ele classifica como o próprio problema do mundo. Ele faz a diferenciação entre Ser e Ente da mesma forma que em sua obra principal Ser e Tempo. Heidegger pergunta se o ente pode ser dito que é, então como podemos dizer que ele é manifesto? Ele responde que é preciso haver o nada, e que para que o nada exista, é preciso que haja o mundo ou a transcendência. O problema do mundo é o problema está posto em perguntas como o espaço pode se expandir, ou o tempo se atualizar, o problema da liberdade, o problema do nada ou da irrupção da transcendência no ente, segundo Heidegger. Para resolvermos o problema do Ser e o problema do mundo, diz o filósofo, é preciso filosofar, pois quando filosofamos estamos exercendo a transcendência. Introdução à Filosofia não é um simples resumo das disciplinas filosóficas como outros livros do gênero. O livro requer um conhecimento mais avançado da filosofia, pois já vai fundo no tema da Ontologia. Heidegger trata da separação entre ciência e filosofia colocando o problema do Ser como eixo central. Nem sempre ele é muito claro, mas por muitas vezes ele é profundo. Ler essa obra de Heidegger é um ótimo prelúdio de Ser e Tempo.

sábado, 16 de junho de 2012

Em nome de Deus – Karen Armstrong

Nesta obra terrivelmente atual, Karen Armstrong analisa os movimentos fundamentalistas que se desenvolveram nas três religiões monoteístas: judaísmo, cristianismo e islamismo. Seu ponto de partida é o ano de 1492, data em que ocorreram três fatos mercantes para cristãos, muçulmanos e judeus: a descoberta da América, a conquista de Granada e a expulsão dos judeus da Espanha.
Depois de analisar as origens do extremismo religioso entre adeptos das três grandes crenças, Armstrong focaliza os judeus ultra-ortodoxos que se opuseram ao sionismo e que ainda hoje se opõem ao Estado de Israel; os protestantes americanos que em 1925 condenaram um professor por ensinar a teoria da evolução a seus alunos e mais recentemente se dedicam, entre outras coisas, a atacar clínicas de aborto; os sunitas radicais que, insurgindo-se contra o Estado secular no Egito, assassinaram seu presidente, em 1981; e os xiitas que derrubaram a monarquia Pahlevi e instituíram um Estado teocrático no Irá.
Todos esses movimentos têm em comum o anseio de retornar ao que considerara ser as fontes - os fundamentos - de suas respectivas religiões. Todos se caracterizam, pelo repúdio á modernidade, cujas descobertas e teorias científicas muitas vezes contradizem a verdade mítica de seus livros sagrados, constituindo, por isso, uma suposta ameaça á sobrevivência de sua fé.
Todos partem de um equívoco fatal, que consiste em misturar mythos e logos, duas formas complementaras de chegar á verdade. A verdade da religião situa-se no plano do mythos, daquilo que não é racional nem empiricamente demonstrável, e não tem finalidade prática. A verdade da ciência, da história, da política, situa-se no plano do logos, do que é racional e empiricamente demonstrável, e deve ter aplicação prática.
Ao longo de sua argumentação, Karen Armstrong insiste nesse equívoco de conseqüências trágicas, alertando para a militância incessante de extremistas que não hesitam em sacrificar a vida - a sua e a de seus semelhantes - em atos criminosos que acreditam praticar em nome de Deus. 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

XII Simpósio Nacional da ABHR



Em 2012 serão realizados diversos eventos em comemoração aos quatrocentos anos de fundação da cidade de São Luís. Foi pensando em data tão importante para o estado que os membros da Associação Brasileira de História das Religiões (ABHR) empenharam-se em trazer para a Universidade Federal do Maranhão o XIII Simpósio de História das Religiões. Será uma oportunidade impar para refletir sobre quatro séculos de religiões no Maranhão e no Brasil. 
Os praticantes, os interessados e, sobretudo os pesquisadores das religiões, estão convidados a participar deste importante evento.


Mais informações pelo site:

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Judaísmo: O ano novo Judaico I

No dia 09 de setembro de 2010 foi uma data especial para milhares de judeus em todo o mundo: o ano novo judaico. Portanto de acordo com o calendário judaico estamos no ano 5771 desde a criação do homem. Ou seja, a contagem do tempo pelos judeus começou a partir do momento em que Deus criou o homem e a mulher.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Origem da expressão “Baphomet”

A origem da palavra Baphomet ficou perdida, e muitas especulações podem ser feitas, desde uma corruptela de Muhammad (Maomé – o nome do profeta do Islã), até Baph+Metis do grego “Batismo de Sabedoria”. Outra teoria nos leva a uma composição do nome de três deuses: Baph, que seria ligado ao deus Baal; Pho, que derivaria do deus Moloc; e Met, advindo de um deus dos egípcios, Set.

A palavra “Baphomet” em hebraico é como segue: Beth-Pe-Vav-Mem-Taf. Aplicando-se a cifra Atbash (método de codificação usado pelos Cabalistas judeus), obtém-se Shin-Vav-Pe-Yod-Aleph, que soletra-se Sophia, palavra grega para “sabedoria”.