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sexta-feira, 21 de março de 2014

Literatura: Patrimônio humano

A Literatura resume-se em: recriar um fato especifico da realidade, sobre a ótica do autor. A realidade é aquilo que todos conhecem, que nos é dada no conjunto da experiência, externa e interna desde que nascemos.
Para que se possa conhecer algum momento da historia referente à algum povo, deve-se primeiro, mergulhar na sua literatura, desde seus escritos mito-poéticos. Se não houver uma profunda imersão na linguagem literária de qualquer população é impossível que se conheça o que se passou na mente desses povos. Um escritor só poderá torna-se importante, após ter pleno conhecimento do que os seus antecessores pensavam. Não há nada na literatura universal que não passe de uma simples elaboração da linguagem mito-poética preexistente.

Não existe nada de diferente na literatura mundial hoje, que já não havia se escrito antes, o que muda é o modo que foi dito. Quando não é absorvido o patrimônio da humanidade, desenvolvido ao longo dos tempos, o que sobra são as preferencias sociais do seu grupo de convívio interpessoal(que é quase que nada para se entender o pensamento de milhares de pessoas) então você irá torna-se um pseudointelectual dos mais elevados níveis, sem jamais ser levado a sério.


Escrito por Hemerson Luan, colaborador do Blog.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A exceção e a regra

"Estranhem o que não for estranho.
Tomem por inexplicável o habitual.
Sintam-se perplexos ante o cotidiano.
Tratem de achar um remédio para o abuso
Mas não se esqueçam de que o abuso é sempre a regra."

Bertold Brecht

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Tempos Sombrios




Realmente, vivemos tempos sombrios!
A inocência é loucura. Uma fronte sem rugas
denota insensibilidade. Aquele que ri
ainda não recebeu a terrível notícia
que está para chegar.
Que tempos são estes, em que
é quase um delito
falar de coisas inocentes,
pois implica em silenciar
sobre tantos horrores.

Bertolt Brecht

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Perguntas de um Operário Letrado






















Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilónia, tantas vezes destruida,
Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
Da Lima Dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde
Foram os seus pedreiros? A grande Roma
Está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem
Triunfaram os Césares? A tão cantada Bizâncio
Sò tinha palácios
Para os seus habitantes? Até a legendária Atlântida
Na noite em que o mar a engoliu
Viu afogados gritar por seus escravos.

O jovem Alexandre conquistou as Indias
Sózinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos
Quem mais a ganhou?

Em cada página uma vitòria.
Quem cozinhava os festins?
Em cada década um grande homem.
Quem pagava as despesas?

Tantas histórias
Quantas perguntas

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Refletindo Sobre O Inferno


Refletindo, ouço dizer, sobre o inferno
Meu irmão Shelley achou ser ele um lugar
Mais ou menos semelhante a Londres.

Eu Que não vivo em Londres, mas em Los Angeles

Acho, refletindo sobre o inferno,
que ele deve Assemelhar-se mais ainda a Los Angeles.
Também no inferno Existem, não tenho dúvidas, esses jardins luxuriantes
Com as flores grandes como árvores, que naturalmente fenecem
Sem demora, se não são molhadas com água muito cara.
E mercados de frutas Com verdadeiros montes de frutos, no entanto
Sem cheiro nem sabor. E intermináveis filas de carros
Mais leves que suas próprias sombras, mais rápidos
Que pensamentos tolos, automóveis reluzentes, nos quais
Gente rosada, vindo de lugar nenhum, vai a nenhum lugar.
E casas construídas para pessoas felizes, portanto vazias
Mesmo quando habitadas.
Também as casas do inferno não são todas feias
Mas a preocupação de serem lançados na rua
Consome os moradores das mansões não menos que
Os moradores do barracos


Bertold Brecht

sexta-feira, 26 de março de 2010

Nada é impossível de mudar


Todo ser humano deve buscar o esclarecimento. Mas o que vem a ser uma pessoa esclarecida? É uma pessoa que busca sair de sua condição de menoridade, de acomodação. Busca sair do ostracismo e da alienação e busca uma verdade que para ele possa ser absoluta. Mesmo que não seja uma verdade absoluta, seu ato de coragem e atitude de questionar certos dogmas já é plausível. Deve-se desconfiar de tudo, até o simples ao complexo. Mesmo que haja (e vai haver) crítica a fim de desmoralizar sua conduta e opinião deve seguir seus preceitos e convicções. Em toda a história da humanidade existiram os manipuladores e os alienados. Se justificaram verdadeiros massacres como normais, pois tinham meios e artifícios de se combater um possível levante da população acomodada. Mas verdadeiramente, o que impede de se mudar o mundo, seus dogmas e preconceitos é o medo de tentar, a idéia de se mudar algo seja impossível. Todos nós temos a liberdade de enfrentar o medo, a alienação, basta não se acomodar e exercitar dentro de cada um o espiríto crítico e apagar o fato de que tudo que é bonito é bom.
André Gustavo

Nada é impossível de mudar




Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de
hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural ,nada deve parecer impossível de mudar.

Berltod Brecht