Mostrando postagens com marcador Sociologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sociologia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Um olhar sobre as relações de saber e poder: A microfísica de Michel Foucault



Ao reler a obra Microfísica do Poder de Michel Foucault, percebo que o conceito de micropoderes que propõe é de suma importância para uma análise mais profunda de nossa sociedade(brasileira), do sistema e comportamento que a compõe. Primeiramente, o autor diferencia-se por não considerar o poder como ele é é visto em primazia pelos homens. Para Foucault, o poder é o exercício e em suas obras não busca descrevê-lo e sim análisa-lo, assim como a origem da sociedade, onde procura explicações sobre tudo que existe e por fim, conceituando a Vontade de Verdade, a Vontade do Saber intrínseca a natureza humana. O filósofo segue as idéias de Nietzsche, encontradas na obra Genealogia da Moral(Fica a dica de uma ótima leitura), para Nietzsche essa Vontade de Verdade é associada a Vontade de Poder, a Vontade de Potência.(ou seja, a vontade de realizar algo, o tesão por fazer algo).

Outro fator interessante na obra de Foucault é a descaracterização do Estado como única figura que detêm o poder e direciona os indivíduos, alterando todo o esquema de dominação defendido por outros autores. Hobbes(Contratualista), por exemplo, desenvolve um sistema de dominação vertical, onde a instituição (Estado) mantém os homens ordenados(hoje também alienados). O Estado, então, domina a massa segundo esse autor. Mas, de acordo com Foucault, essa forma de poder não funciona mais. O Estado não é o único poder. Ao fazer essa genealogia, concluí que há várias instituições as quais os homem pertencem como o Estado, a família, a escola, a religião, a moral, o trabalho e inúmeras outras. Portanto, são várias instituições que tornam os indivíduos “mansos” a sociedade. Tais instituições exercem um poder disciplinar que os fabricará os indivíduos gradativamente. Atualmente,os perigosos meios de comunicação em massa fazem parte desse conjunto de micropoderes. Foucault, então, enxerga certa positividade nesse poder disciplinar onde as microesferas do poder, desenvolve o ser humano quanto um indivíduo. Para o poder disciplinar, o autor diz que é necessária uma vigilância constante enquanto este dura, pois assim desenvolve-se também um saber para eficácia do exercício do poder. Essa vigilância introjeta um comportamento ao homem, de tal forma que os indivíduos passam a requisitá-lo. Ocorre então, a passagem de uma sociedade disciplinar para a sociedade do controle. A partir desse conceito, dessa mudança no Estado, para se dominar a todos é preciso defender algo que interesse a todos: a Vida. Foucault desenvolve a base para pensar-se a sociedade do controle: O Biopoder e a Biopolítica, que a grosso modo, são políticas de produção de vida para manter-se o domínio perante aos homens. A Biopolítica sequencia a potencialização da vida de certos indivíduos, e resulta em uma das vertentes de dominação do sistema capitalista. 

domingo, 23 de março de 2014

Reflexos ideológicos do Regime Militar brasileiro de 1964

1º de Abril de 2014: comemoração, luto, revolta pelos 50 anos do golpe militar?Da derrocada e fim do sonho das reformas de base?Vitória do conservadorismo e do discurso hipócrita de manter a situação econômica-social a mesma, inalterada para a elite?Discurso anticomunista?Ideologia alienadora pregada pelos meios de comunicação?Argumentos para o fim da corrupção? Pois bem, eis que o atual momento político brasileiro é em minha humilde opinião complicado e deturpado. O PT está no poder há vários anos e não dá sinais que irá sair tão cedo. A oposição é medíocre, apenas faz ataques sem fundamentos. Uma oratória e poder de persuasão que fazem os sofistas gregos se remoerem nas tumbas. Diante de tais fatos temos o aumento da violência, os gastos excessivos com a Copa do Mundo e Olimpíadas, as críticas internacionais a infraestrutura das cidades brasileiras, a revolta da TV Globo, assim como outros meios de comunicação que tentam e conseguem muitas vezes manipular a informação, mantendo a população alienada, pregando um ódio contra as reformas sociais do PT e por fim o fantasma dos 50 anos do Golpe Militar. Muitos jovens não entendem ou nem se quer tem condições de formarem opiniões devido a esses vários acontecimentos, pois muitos estão preocupados com coisas fúteis que a tecnologia e mídia oferecem. Poucos tem coragem de analisar e criticar de forma coerente a história como ocorreu e a conjuntura do presente que pode nos levar aos mesmos acontecimentos de uma passado não muito distante.O conservadorismo e preconceito ainda rondam a nossa frágil democracia,que é vítima de conspirações enquanto dorme tranquilamente, como diz Chico Buarque de Holanda. Ontem, 22 de março aconteceram em várias cidades brasileiras manifestações que lembraram a Marcha da Família pela liberdade, acontecida dias antes do golpe militar em 1964. Os argumentos daquela marcha?Os mesmos do nosso presente cenário social e político. Luta contra o anticomunismo do PT que se infiltrou em todos os ramos da sociedade, TV, escolas, Universidades e etc, luta contra a corrupção e ondas de violência. Tudo sob a batuta dos militares que devem por ordem e trazer tranquilidade ao povo brasileiro. Quando me refiro ao "povo", lógico, estou delatando as vontades da minoria, da elite que odeia ver milhares de brasileiros tendo acessos a educação, cultura e tecnologia. Utilizam argumentos ridículos, insinuações que atacam a história da política, a história do socialismo.Atacam sobretudo, a inteligência da população. Causam alienação e massificação da cultura brasileira. O apoio dos meios comunicação são escancarados. Dá arrepio, nojo. Infelizmente a história e a filosofia contam com membros adeptos de tantos argumentos carregados de preconceito e visão utópica. Portanto, os reflexos da famigerada Ditadura Militar ainda ecoam em nosso país, que construindo seu processo democrático ainda dá ouvidos a almofadinhas e conservadores. Se houver alguma dúvida, basta ver vídeos e relatos de torturas durante a Ditadura Militar, pessoas que jamais voltaram aos lares familiares, brasileiros que tentavam fazem jus ao slogan de nossa bandeira: Ordem e Progresso. Conseguiram apenas fazer com seus sangues fossem jorrados no manto verde e amarelo, que agora volta a ficar vermelho.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O discurso de Bertold Brecht ainda nos é contemporâneo

"Realmente, vivemos tempos sombrios!
A inocência é loucura. Uma fronte sem rugas
denota insensibilidade. Aquele que ri
ainda não recebeu a terrível notícia
que está para chegar.
Que tempos são estes, em que
é quase um delito
falar de coisas inocentes,
pois implica em silenciar
sobre tantos horrores." (Bertold Brecht)

Século XX. Bertold Brecht um excelente poeta escreve sobre as mazelas de um mundo em agonia e sofrimento anunciados devido a ascensão do nazi-facismo na Europa. Seus poemas transmitem a emoção em um clima negro, duvidoso, triste. Algo bem parecido com a realidade brasileira  e mundial em pleno século XXI.

sábado, 16 de junho de 2012

Em nome de Deus – Karen Armstrong

Nesta obra terrivelmente atual, Karen Armstrong analisa os movimentos fundamentalistas que se desenvolveram nas três religiões monoteístas: judaísmo, cristianismo e islamismo. Seu ponto de partida é o ano de 1492, data em que ocorreram três fatos mercantes para cristãos, muçulmanos e judeus: a descoberta da América, a conquista de Granada e a expulsão dos judeus da Espanha.
Depois de analisar as origens do extremismo religioso entre adeptos das três grandes crenças, Armstrong focaliza os judeus ultra-ortodoxos que se opuseram ao sionismo e que ainda hoje se opõem ao Estado de Israel; os protestantes americanos que em 1925 condenaram um professor por ensinar a teoria da evolução a seus alunos e mais recentemente se dedicam, entre outras coisas, a atacar clínicas de aborto; os sunitas radicais que, insurgindo-se contra o Estado secular no Egito, assassinaram seu presidente, em 1981; e os xiitas que derrubaram a monarquia Pahlevi e instituíram um Estado teocrático no Irá.
Todos esses movimentos têm em comum o anseio de retornar ao que considerara ser as fontes - os fundamentos - de suas respectivas religiões. Todos se caracterizam, pelo repúdio á modernidade, cujas descobertas e teorias científicas muitas vezes contradizem a verdade mítica de seus livros sagrados, constituindo, por isso, uma suposta ameaça á sobrevivência de sua fé.
Todos partem de um equívoco fatal, que consiste em misturar mythos e logos, duas formas complementaras de chegar á verdade. A verdade da religião situa-se no plano do mythos, daquilo que não é racional nem empiricamente demonstrável, e não tem finalidade prática. A verdade da ciência, da história, da política, situa-se no plano do logos, do que é racional e empiricamente demonstrável, e deve ter aplicação prática.
Ao longo de sua argumentação, Karen Armstrong insiste nesse equívoco de conseqüências trágicas, alertando para a militância incessante de extremistas que não hesitam em sacrificar a vida - a sua e a de seus semelhantes - em atos criminosos que acreditam praticar em nome de Deus. 

domingo, 6 de maio de 2012

Norberto Borbbio - A conceituação de política, segundo Norberto Bobbio, envolve a ideia de poder.



Norberto Bobbio (1909-2004) foi um dos maiores politógos do século XX. Dentre sua extensa obra, deixou uma importante contribuição à Ciência Política: seu livroTeoria Geral da Política: a filosofia política e as lições dos Clássicos. Este texto tentará abordar ligeiramente algumas considerações sobre o conceito de política na visão desse autor.
A palavra política deriva de politikós, do grego, e diz respeito àquilo que é da cidade, da pólis (na Grécia Antiga), da sociedade, ou seja, que é de interesse do homem enquanto cidadão. Já na Grécia Antiga, um dos primeiros a tratar da política como uma prática intrínseca aos homens foi Aristóteles, com seu livro A Política.
Ao longo do tempo, o termo política deixou de ter o sentido de adjetivo (aquilo que é da cidade, sociedade) e passou a ser um modo de “saber lidar” com as coisas da cidade, da sociedade. Assim, fazer política pode estar associado às ações de governo e de administração do Estado. Por outro lado, também diria respeito à forma como a sociedade civil se relaciona com o próprio Estado.
Mas para Norberto Bobbio, falar em política enquanto prática humana conduz, consequentemente, a se pensar no conceito de poder. O poder estaria ligado à ideia de posse dos meios para se obter vantagem (ou para fazer valer a vontade) de um homem sobre outros. Assim, o poder político diria respeito ao poder que um homem pode exercer sobre outros, a exemplo da relação entre governante e governados (povo, sociedade). Contudo, ao falar em poder político, é preciso pensar em sua legitimação. Podemos ter poderes políticos legitimados por vários motivos, como pela tradição (poder de pai, paternalista), despótico (autoritário, exercido por um rei, uma ditadura) ou aquele que é dado pelo consenso, sendo este último um modelo de governo esperado. O poder exercido pelo governante em uma democracia, por exemplo, dá-se pelo consenso do povo, da sociedade. No caso brasileiro, o poder da presidenta é garantido por que existe um consenso da sociedade que o autoriza e, além disso, há uma Constituição Federal que formaliza e dá garantias a esse consenso.
Conforme nos mostra Norberto Bobbio (2000), há uma tipologia moderna das formas de poder, como poder econômico, poder ideológico e poder político, sendo que este último seria aquele no qual se tem a exclusividade para o uso da força. Nas palavras de Bobbio (ibidem, p. 163), “o poder político, enfim, funda-se sobre a posse dos instrumentos através dos quais se exerce a força física (armas de todo tipo e grau): é o poder coativo no sentido mais estrito da palavra”. Contudo, Norberto Bobbio também aponta que não é apenas o uso da força, mas sim seu monopólio, sua exclusividade, que tem o consentimento da sociedade organizada. Em outras palavras, será uma exclusividade de poder que pode ser exercida sobre um determinado grupo social, em determinado território.
Outro aspecto importante para Bobbio sobre a política é que sua finalidade ou seu fim não pode se resumir apenas em um aspecto, pois “[...] os fins da política são tantos quantas forem as metas a que um grupo organizado se propõe, segundo os tempos e as circunstâncias” (ibidem, p. 167). Porém, um fim mínimo à política (enquanto poder de força) é a manutenção da ordem pública e a defesa da integridade nacional. Essa finalidade é mínima para a realização de todos os outros fins do poder político. Porém, é importante se atentar para o fato de que o poder político não pode ter como finalidade o poder pelo poder, pois se assim fosse perderia o sentido.
Norberto Bobbio, citando Carl Shmitt, também fala da ideia de política como relação amigo-inimigo, dizendo que “o campo de origem e de aplicação da política é o antagonismo, e sua função consistiria na atividade de agregar e defender os amigos e de desagregar e combater os inimigos” (ibidem, p. 170). No debate de ideias para se pensar a ordem social, essa oposição é fundamental, contudo, apenas esse nível de antagonismo pode ser tolerado pelo Estado, uma vez que a extrema divisão ou situação de conflito entre aqueles que compõem uma sociedade poderia levar ao caos.
No exercício de compreensão do conceito de política, deve-se considerar que na filosofia política moderna aquilo que é político não necessariamente coincide com o social, pois, ao longo da história, as outras esferas da vida foram se separando do Estado, a exemplo do poder religioso e do poder econômico. Na visão de Bobbio, a política restringe-se à esfera do Estado, instituição esta responsável pela ordem social. Para Bobbio, “enquanto a filosofia política clássica está alicerçada sobre o estudo da estrutura da pólis e das suas várias formas históricas ou ideais, a filosofia política pós-clássica caracteriza-se pela contínua tentativa de uma delimitação daquilo que é político (o reino de César) em relação àquilo que não é político (seja ele o reino de Deus ou o reino das riquezas), por uma contínua reflexão sobre aquilo que diferencia a esfera da política da esfera da não política, o Estado do não Estado...” (ibidem, p. 172).
O processo de emancipação da sociedade no sentido de seu “funcionamento” sem a presença do Estado poderia levar ao fim da política enquanto ação coercitiva para coesão social. Em outras palavras, se a sociedade conseguisse manter sua ordem sem o poder político (que usa da força), ela não precisaria mais do Estado.
Nesse mesmo livro, Bobbio também fala da relação entre política e moral, uma vez que ambas estão ligadas à ação (à práxis) humana. Porém, aquilo que fundamenta ou motiva, ou aquilo que é permitido ou proibido, nem sempre tem o mesmo sentido para a política e para a moral. Segundo Bobbio, pode haver “ações morais que são impolíticas (ou apolíticas) e ações políticas que são imorais (ou amorais)” (ibidem, p. 174), distinção esta que, aliás, já se fazia presente na obra de Nicolau Maquiavel. Dessa forma, seria preciso considerar que existem razões e ações do Estado que são justificadas quando por ele praticadas, mas jamais permitidas a um indivíduo. A política seria a razão do Estado, enquanto a moral seria a razão do indivíduo. Assim, seria preciso pensar na autonomia da ação política, a qual é motivada por razões que não são as mesmas da ação individual.  
Em suma, dessa breve explanação sobre alguns aspectos da obra citada de Norberto Bobbio, pode-se inferir que, em linhas gerais, sua posição tenta compreender a política como “atividade ou conjunto de atividades que têm de algum modo, como termo de referência, a pólis, isto é, o Estado”

Paulo Silvino Ribeiro
Doutorando em Sociologia pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O fascínio por Karl Marx



O tempo passa, e a obra de Karl Marx sempre me deixa inquieto mas ao mesmo tempo boquiaberto e admirado de tal genialidade. Um dia quem sabe eu descubra o motivo de tal sentimento...

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

"Eu Anexaria os planetas se pudesse..."




No processo de crescimento e força da burguesia contra o poder conservador dos proprietários de terras a teoria do valor do trabalho formulada por Adam Smith e David Ricardo veio muita a calhar para o fundamentalismo teórico e conseqüente vitória da burguesia sobre o velho poder.
Posteriormente surgiu Karl Marx que foi além da interpretação da teoria do valor do trabalho. Dessa forma sua interpretação a cerca desta teoria fez com que o proletariado se voltasse contra a burguesia e seu poder de exploração. Marx afirmava que o valor da mercadoria depende do trabalho encerrado nela. Assim se todo valor é gerado no trabalho, logo eram os trabalhadores que geravam toda a riqueza existente, enquanto que os patrões que não trabalhavam e ficavam com toda a riqueza gerada pelo trabalho estavam usurpando a classe trabalhadora através de um processo denominado por Marx de mais-valia .
Mas logo depois surgiram três teóricos quase que simultaneamente que formularam uma teoria conhecida como teoria marginal da utilidade. Funciona da seguinte forma: o valor do produto para o consumidor dependerá da utilidade daquele produto em sua vida. Se precisa muito do produto, a utilidade será grande, se precisa pouco do produto, a utilidade será menor. É uma teoria de caráter subjetiva, pois a utilidade de um produto difere para cada homem. “Varia com a margem de satisfação que ele espera obter dela, uma vez comparada. Ou seja, é um padrão subjetivo” (Huberman Leo. Pág. 234).
Portanto os bens econômicos são regidos pelo princípio fundamental da utilidade marginal decrescente. Pois a cada unidade sucessiva de um determinado bem adiciona menos satisfação do que aquela proporcionada pela unidade anterior.
Devemos lembrar também que no início da Revolução Industrial os produtos ingleses eram aceitos com facilidade nos países não industrializados. Mas a partir da segunda metade do século XIX as coisas começaram a mudar. Os Estados Unidos, França, Alemanha, Rússia e outros países começaram a adotar tarifas protetoras, que proporcionaram dificuldades para a entrada de produtos ingleses.
A partir de 1870 surgem os trustes nos Estados Unidos e os Cartéis na Alemanha. A concorrência foi substituída pelo monopólio. O pequeno negócio foi esmagado pelo grande negócio, prática muito comum na época. A concorrência foi sendo substituída pelo monopólio e este surgiu dentro da concorrência de forma natural. Os trustes foram formados em toda a parte, tentando colocar ordem monopolista no caos da concorrência. Eram gigantescos, fizeram o possível para eliminar a concorrência.
Com o passar do tempo as poderosas indústrias não queriam mais apenas fazer mercadorias para o consumo interno. Queriam produzir o máximo de mercadorias e vendê-las para fora do país. Qual o local destinado a receber as mercadorias? As colônias localizadas na África. Sendo o continente africano retalhado entre as potências européias a fim de receber seus produtos, surge então um novo contexto histórico, o Imperialismo, que consistia do esfacelamento das relações entre as nações africanas para dar lugar aos interesses das potências européias em conseguir e conquistar territórios para fins próprios.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Os impulsos religiosos provocam repúdio a causa homossexual


Caros amigos, mas o que é esta tempestade causada em torno dos homossexuais que presenciamos nas últimas semanas? Assistimos embasbacados a uma torrente de ignorantes e imbecis que atacam uma minoria que apenas tenta ratificar direitos assegurados na nossa “coerente e moderna” constituição, vêem-se pessoas que não sabem controlar seus impulsos e atitudes agindo assim como seres desprezíveis nos fazendo lembrar-se dos atos nazistas contra os judeus. Mas qual seria a raiz da discriminação e intolerância?

Ora, a origem de uma sociedade machista em detrimento da figura feminina nos remonta as narrativas bíblicas, especificamente ao Gênesis, que mostra a história da queda do homem frente a tentação e pecado, sendo a mulher responsabilizada por ter sido enganada pela serpente(Anjo Caído). Durante a Idade Média a sociedade passou a ser controlada pelas rígidas amarras da Igreja Católica que fez interpretações miraculosas sobre os livros sagrados. Dentre algumas interpretações a de que a mulher era um ser inferior ao homem e deveria estar submetida a este, justificativa comprovada no livro de Gênesis. Posteriormente com as Grandes Navegações e as missões religiosas enviadas ao Novo Mundo o conceito de moral já estava gerido na sociedade européia que transplantou e imprimiu este conceito aos povos ameríndios de uma forma mais cruel. Percebemos que durante toda a história somente houve espaço para o homem e para a mulher, mesmo esta renegada a segundo plano. Chega-se a uma conclusão parcial de que a moral religiosa estava e está impregnada na mentalidade das sociedades, pois não aceitam os homossexuais, justificando esta posição através das narrativas bíblicas que em muitas vezes não tem fundamento, levando pessoas e grupos sociais a um extremismo religioso que ultrapassa seu próprio discurso de amor ao próximo e isso causa sérios problemas de relacionamento com os novos grupos que anseiam por justiça e reconhecimento.

Se a nossa sociedade não fosse tão intolerante e nossa constituição cumprida não haveria a necessidade de toda guerra ideológica e moral pela qual presenciamos. Acima de tudo deveríamos entender que os homossexuais são seres humanos e apenas querem que seus direitos sejam resguardados na constituição e que claro, sejam cumpridos. Não se pode fechar os olhos para um grupo que cresce a cada dia. Afinal ser um homossexual envolve medo, afeto, prazer, sofrimento, traumas e coragem para vencer as barreiras da intolerância comandadas pelos impulsos religiosos.Notamos que a religião muitas vezes impede o progresso da humanidade e deixa um vazio na mente humana tornando as palavras de Freud com muito mais sentido.

“A religião seria a neurose obsessiva da humanidade e, tal como a da criança, teria sua origem no complexo de Édipo, na relação com o pai. De acordo com essa concepção, seria possível prever que o abandono da religião terá de se consumar com a mesma inexorabilidade fatal de um processo de crescimento, e que nos encontramos nessa fase de desenvolvimento precisamente agora.” (Sigmund Freud)

Vale lembrar que a PLC 122 visa garantir tudo o que já foi falado, que seja cumprida uma justiça sem influências e preceitos puramente religiosos. Cada um pode defender sua opinião a favor ou contra a união de homossexuais, mas jamais... jamais pode sair por aí formando um bando de babacas morais para bater e matar homossexuais. A mídia também tem seu papel fundamental para não inflamar cada vez mais o confronto entre a sociedade respaldada pela religião e homossexuais. Pois uma exposição exagerada do tema pode aumentar ainda mais a discriminação e intolerância da nossa “moralizada” sociedade. Os colégios também devem dar proteção aos homossexuais e minimizar as brincadeiras recorrentes em relação ao fato. Para finalizar, uma passagem de Friedrich Nietzsche retirada da obra intitulada Além do bem e do mal:

“Para os fortes, independentes, preparados e predestinados ao comando, nos quais se encarnam a razão e a arte de uma raça dominante, a religião é mais um meio de vencer resistências para dominar: é um laço que une dominadores e súditos, e que denuncia e entrega àqueles a consciência destes, o que neles é mais íntimo e oculto, que bem gostaria de se subtrair à obediência.”

Logo caros amigos, a causa homossexual tem de ser defendida pois como seres humanos devem ter direitos assegurados em lei para serem um dia mais respeitados. Também devemos nos desvincular mais da moral religiosa que incita a intolerância e nos faz mais rudes e rústicos sem uma explicação plausível e justa. Pois o Deus que existe para muitos deve ser o que aceita a todos e não apenas um deus louco que serve apenas a seu próprio ego.

sábado, 21 de maio de 2011

Fundamentalismo nos remete a existência de um Deus "louco"


Que momento é este que vivemos caros colegas? O "ícone"Osama Bin Laden ainda ecoa na memória de todos os ocidentais e certamente dos malucos fundamentalistas islâmicos. Mesmo morto no fundo do mar Osama ainda é lembrado, temido e odiado. Vale pontuar que sua morte apenas marca o começo de uma nova fase na guerra "santa" promovida pelos radicais islâmicos tendo como arma principal os fatídicos homens bomba.
Após os ataques as torres gêmeas em 2001 o então presidente Bush disse: "o mal existe entre nós e precisa ser eliminado". Ora, tal afirmação tem uma grande dimensão religiosa pois os Eua é uma nação na sua grande maioria Protestante e a partir daquele momento declarava guerra ao terrorismo, sendo o islamismo taxado de "mal". Com isso começou-se a impregnar na mente de milhões de pessoas mundo afora que o Islamismo é algo do mal, uma religião ignorante com centenas de infiéis adoradores de Satã e etc. Um grave erro cometido pelos Eua que em desespero a procura de Bin Laden alardearam a população americana sobre o islã e seu perigo. Portanto tal fato gerou um embate entre o Ocidente e Oriente tendo como ápice a arma secreta os homens bomba. Devemos entender a essência do Islã e não ter opiniões precipitadas a respeito de uma religião não muito conhecida. Mas no âmago do Islã existem inúmeras divisões que provocaram a existência dos perigosos fundamentalistas radicais que usam os homens bomba com a justificativa de promover a Jihad(Guerra Santa) contra o Ocidente, especificamente os Eua e seus aliados. Logo, o fundamentalismo religioso islâmico remete a existência de um Deus louco que nada faz por seus adoradores, consequentemente nos deparamos com o Deus da morte, que deixa a impressão de que estamos sozinhos e abandonados , culpa disso é a atual forma do mundo onde tudo pode e onde ficamos "órfaõs", sem a presença do Deus que na verdade anda solitário em meio a tantas tragédias.

O poder da mídia - Parte II

Oh, Deus da Mídia! Suga-me para teu mundo de verdades e fantasias onde a "coerência" impera com sua democracia!Prometo permanecer fiel e alienado a tuas informações atacando se possível teus cruéis críticos. Como prova de lealdade e submissão "ofereço-me" como sacríficio.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O poder da mídia


Caros amigos, esta semana participei de um congresso que tinha como um dos temas o poder da mídia. Ora, tema polêmico para alguns e sem sentido para outros. Digamos que para mim o tema é pertinente assim como essencial para entendermos alguns fatos correntes em nosso país.
Muitas vezes não se consegue medir ou imaginar o enorme poder que a mídia detém tanto em âmbito nacional como também mundial. Mas vamos focar na mídia "neutra" que nosso país merece. É óbvio que a mídia é essencial para divulgar notícias e deixar a população a par dos acontecimentos políticos, culturais e etc. Mas o problema reside no fato de como a mídia(referindo-se aos meios de comunicação em massa) repassa as informações para a população. Muitas vezes ela manipula os fatos deixando transparecer sua própria opinião, consequentemente estará induzindo a população a ter a mesma opinião. É a chamada opinião pública, que nada mais é do que a opinião dos meios de comunicação. É visível que em muitas ocasiões os meios de comunicação manipulam as informações, passando assim uma "imagem" falsa da notícia. Portanto a mídia repassa aquilo que lhe convém em detrimento da verdadeira notícia como também desrespeitando a população desinformada que vê aquela notícia como verdadeira. Podemos citar como exemplo o artigo que FHC(Fernando Henrique Cardoso) cita uma nova política para o PSDB, artigo que gerou polêmica por ser mal interpretado com ajuda claro dos meios de comunicação que não se preocuparam em desfazer o mal entendido. Nas eleilções Presidenciais em 2010 visilvemente a Rede Globo apoiava o candidato tucano José Serra em detrimento a candidata Dilma Roussef. Vemos que na prática os meios de comunicação são tedenciosos e não estão em compromisso de serem neutros e transparentes.
A mídia também teria como objetivo disseminar a cultura no país veiculando conteúdos que elevassem o conhecimento e valores da população. Mas infelizmente o que vemos é algo tatalmente diferente. A mídia preocupa-se somente em vender o seu produto e não com os valores que veicula. Portanto o objetivo é vender e obter lucro, não importanto os valores culturais. Com isso ela consegue soterrar muitos valores influenciando a população que não tem informação, gerando um país sem cultura. Podemos enumerar vários fatos em que a mídia influencia de maneira negativa, mas serei breve.
A verdade, portanto, é que vivemos em uma sociedade onde há uma pobreza de valores e cultura. Acontecimentos e atrações fúteis são valorizadas ao extremo em detrimento de uma cultura voltada a elevação do espírito e conhecimento. As bandeiras da hipocrisia e ignorância são erguidas como ápice de uma sociedade sem conhecimento de cultura. Presenciamos a mídia sendo a divulgadora da mediocrice e transmissora de ideais supérfluos.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

En cada esquina un "Muro de Berlín"


La caída del Muro de Berlín marcó el final de toda una vida para muchos de la ideología: el socialismo. Destrozada muchos países y un modelo económico, siendo reemplazado por la economía de mercado capitalista. Una victoria para Occidente, que logró penetrar la cortina de hierro oxidado. Pero si los problemas sociales y económicos producidos por derrocar a la preocupación socialista para el pueblo ya aislado del "mundo", que no esperaba que el "glorioso" modelo capitalista fue tan injusto. En los espasmos rápidos de euforia recibido con los brazos abiertos el desarrollo y la riqueza que el sistema capitalista prometido a todos. La simple engaño. 20 años después de la caída del Muro de Berlín y el fin del sistema socialista del mundo es poner fin a la hegemonía del capitalismo salvaje y retocadas por los medios de comunicación. Pocos se dieron cuenta las enormes desigualdades que hacen que el sistema para el mundo de hoy. Sin embargo estamos seguros de los antiguos países socialistas en realidad se dio cuenta de lo difícil que es sobrevivir en un sistema injusto e inhumano para muchos. Se dieron cuenta a través de un fácil óptica no como la economía de mercado está ocupado y codiciosos. ¿Por qué, teniendo en cuenta la coyuntura actual del sistema capitalista mundial en la que controla casi todos los países vemos unos pocos ricos y muchos pobres. En varios casos que tenemos en un país una clara discrepancia, donde un lado condominios y edificios de lujo y barrios de tugurios y otros habitantes de la calle. Todo ello consecuencia del capitalismo respaldados por poderosos grupos con intereses comunes, como cada vez más ricos a los pobres y por debajo del umbral de la pobreza. Con el avance de la tecnología y la cibernética fue el comienzo de la exclusión social y la pobreza son más visibles para ver. Una de las preocupaciones sociales en muchos países. Especialmente en los países de América, África, ex socialistas y muchos asiáticos, donde la mayoría de la población excluida por el avance del capitalismo. Desafortunadamente los medios de comunicación a menudo se omiten muchos aspectos negativos del sistema capitalista, y esto es comprensible porque los medios son parte del sistema. Cada día las desigualdades se están ampliando o se estancan. Bueno y malo para los banqueros a los "olvidados". Así que en todos los rincones del mundo hoy en día nos encontramos con una barrera visible ", un muro de Berlín" que divide ricos y pobres de una manera injusta. Donde muchos viven en la pobreza, sin trabajo, sin acceso a un sistema de salud decente, se alimentan de los vertederos de basura y al final de la vida de morir como los indigentes, los frutos del sistema capitalista. Para muchos son sólo marionetas.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Massificação e controle do poder


Atualmente vivemos em uma sociedade globalizada onde impera a tecnologia e o objetivo de a ciência ser a única responsável pelo saber e glória. Mas tais objetivos foram e são alcançados a custa da massificação do saber sendo a mídia responsável por transmitir ideias que muitas vezes atendem a interesses particulares. Isto provoca a alienação de uma população que vive subjugada sem saber da verdadeira realidade, seria uma sociedade como nos moldes de Matrix. Pessoa s que vivem uma falsa realidade, que pensam estar no controle mas na verdade são somente peças de um tabuleiro que envolve um jogo no qual envolve interesses político e econômicos em tordo do poder absoluto. Portanto a mídia tem um papel fundamental nesse jogo, ela que muitas vezes dita as regras e controla as peças a favor de algo ou alguém. Ora, mas infelizmente poucas pessoas percebem a sua “cegueira” e vivem uma vida de acomodação e mentira. Mas o que a mídia faz verdadeiramente?

Com a força que tem os meios de comunicação usam estratégias para prender a atenção dos telespectadores para obter resultados como a venda de algum produto usando o marketing. Ou então destorcem alguma informação a maquiando, portanto escondendo a verdade. Aliás daí decorre uma grande incoerência por parte dos veículos de comunicação que repetem várias vezes que tem o dever com a verdade, mas no final acabam corrompendo esta. Com isso a mídia provoca a atrofiação mental e crítica de uma população fazendo com que essa fique inerte e sem motivo algum para criticar algo contrário a sua vontade. Presenciamos tal fato atualmente pois a mídia faz com o que o interesse de milhares de jovens sejam alienados por produtos que na verdade são descartáveis e desprovidos de qualidade. Promovem o consumo exagerado de roupas, jóias e cosméticos ajudando ao capitalismo selvagem. Enterram alguma forma de tentativa de crítica por algum grupo da população tachando tais indíviduos de expresões depreciativas. Ajudam na divulgação dos vários gêneros musicais que contém letras que não tem nenhum tipo de qualidade e sim feitas somente para cumprir seu dever comercial de gerar lucro. Enquanto que as músicas voltadas para a cultura intelectual que visam criticar algum sistema são denegridas ou tachadas de músicas somente para a elite.

Portanto vivemos em uma era onde o consumismo está aliado a produção cultural onde temos o resultado de uma sociedade marginalizada, que não tem voz e força para criticar e o pior: vive acomodada com a situação e aplaude ainda mais a política, a economia e dão audiência para programas inúteis e artistas sem a mínima noção de realidade e produção cultural. Tudo isso provoca o senso comum da população, todos com um só pensamento de estarem estabilizados e felizes, enquanto que outros vivem em condições de miséria e morte.

Eis o mundo atual, onde presenciamos o nascimento, desenvolvimento de um sistema podre e sem valores.