terça-feira, 12 de julho de 2011

O que seria a Fé?


Queridos amigos, o que seria a Fé? A fé em Deus seria acreditar em seu poder e bondade para com a humanidade. Uma única vez tive uma experiência que acho ter sido diferente do normal. Seria o temor a Deus? Em minha mente pairam milhares de dúvidas que ecoam quase me levando a um estado de confusão racional. Apesar de várias leituras sobre assuntos ligados a religião e estar presentes a cultos religiosos sinto um tremendo vazio. Não explicar o quê realmente é esse vazio. Tenho em mente que o mundo foi criado por um ser superior mas por outro lado vejo um ser "criado" por mãos humanas que controlam a sociedade com justificativas fúteis. O que me resta a fazer é ter sabedoria e buscar a verdadeira essência da Fé.

Que Deus me ajude.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Poemas do Rei Salomão

“As muitas águas não poderiam apagar este amor, nem os rios
afogá-lo. Ainda que alguém desse todos os bens da sua
casa por este amor, seria de todo desprezado.” Rei Salomão

Zé Ramalho - Admirável gado novo

terça-feira, 5 de julho de 2011

A ciência e seus "absurdos" segundo a Igreja Católica

O Futuro de uma ilusão segundo Freud


Sigmund Freud, o pai da psicanálise. Criador de uma nova área na ciência médica que revolucionou o tratamento de doenças até então ineficazes as tentativas tradicionais. A partir do sucesso do método psicanalítico lançou-se sobre o poder que as religiões traziam em seu ventre e o motivo pelo qual tais sentimentos nasciam no interior do ser humano. Freud lançou diversas obras tratando sobre religiões. Entre elas destaco duas: Moisés e o Monoteísmo, Totem e Tabu e O futuro de uma ilusão.
Quando adentrei a Universidade nunca imaginei o impacto psicológico e racional que as aulas de Filosofia com o querido Mestre e Psicólogo Antônio Carlos Guimarães iriam me causar. E digo que foi extremamente confuso ao primeiro momento, mas positivo ao final do semestre. Ao longo de algum tempo aprofundei e ainda tento aprofundar através de leituras o fenômeno religioso através da ótica psicanalista recorrendo a autores como Freud. Primeiramente li um artigo intitulado Luto e Melancolia no qual Freud trata de forma espetacular um assunto renegado e ignorado por medo ou receio pela grande maioria da humanidade: a morte. Mas agora direi algo a respeito do título deste post.
Há alguns meses atrás me deparei com a obra O futuro de uma ilusão de Freud e com muita curiosidade e busca por conhecimento li esta obra. Minha intenção nas próximas linhas é falar brevemente a respeito desta obra.
Primeiramente em O futuro de uma ilusão Freud diz que a cultura tem o dever capital de proteger a humanidade das forças da natureza. O homem se sente pequeno e frágil diante das forças e catástrofes naturais. Torna-se um ser desprezível sendo seu destino colocado em dúvida, gerando em si como conseqüência um sentimento de angústia terrível. Mas como o homem se defende dos ataques da natureza e destino? A cultura tende a mostrar um meio para que o homem seja consolado diante dos problemas. O medo e a curiosidade humana fazem o ser humano a procurar algo para consolo. Este consolo teria de ser depositado em algo. Então o primeiro passo seria humanizar as forças da natureza e atribuir-lhes características e sentimentos humanos. Com isso o sentimento de pavor diminui à medida que o homem pode apaziguar a fúria da natureza através de súplicas e suborno. Logo o homem teme a natureza na qual ele humanizou. Para entendermos tal situação podemos fazer um paralelo entre a criança e o adulto. A criança indefesa tem a figura dos pais a temer, mas também tende a se sentir seguro do ataque de todos. Da mesma forma o adulto ao crescer e tentar sobreviver na amplitude deste mundo tende a se sentir órfão e necessita de uma proteção maior que o proteja do ataque alheio e da própria natureza. Portanto o homem atribui características paternas a natureza transformando-a em deuses. Mas com o tempo percebe-se que não há características santas na natureza. E sim os deuses passam a controlar a natureza e interferir nesta e no rumo do destino. Os deuses então passam a recompensar o homem pelas privações de que a cultura impõe. Freud explícita que o Deus existente na atualidade nada mais é do que uma forma condensada dos deuses existentes no passado. Este Deus de qualidades bondosas pune os malfeitores com uma morte obscura e moradia no inferno. A vida após a morte completa um sentimento no qual não podemos sentir enquanto meros seres terrenos. Continua a dizer que as idéias religiosas são a forma mais preciosa da cultura, encarada assim como o de mais precioso a cultura pode transmitir ao gênero humano. Mais importante que os alimentos e etc. Portanto a humanidade acredita que não consegue sobreviver sem dar um valor importante a idéias religiosas.
Em outro ponto do livro Freud tenta explicar o que as religiões causam na humanidade. Começa a afirmar que a impotência humana é causada pelas religiões. Ele diz que na infância a relação da criança com a mãe é de amor e carinho. Já com o pai há uma relação antagônica, pois este é encarado com uma figura que protege, mas também temida. Desta forma ao crescer o adolescente percebe que sempre será uma criança e necessita de uma instância superior que o proteja emprestando as características de seu pai aos Deuses. Do qual tem medo e tenta agradá-lo. Mas como saber o fundamento da religião? Como entender o seu fundamento e engrenagem? Três respostas são na maioria das vezes ditas:
· Nossos ancestrais já adoravam
· Temos provas antigas da veracidade celestial
· Não podemos questionar tal assunto.
No passado recordemos da Inquisição em que aqueles que contrariassem os dogmas da Igreja eram condenados e mortos em uma fogueira com a presença de um público enorme, ansioso por um espetáculo que na verdade era cruel e sem graça. (Basta compararmos aos shows de funk da atualidade em que milhares de cérebros são torrados ao som de tal ritmo musical. Voltando ao livro...)
Se não podemos questionar alguns assuntos relacionados à religião então a própria está incoerente. Pois se esta não tivesse o que temer colocaria todos os fatos à mostra para serem refutados ou confirmados. O fato de nossos ancestrais adorarem não implica nada. Pois eram ignorantes e não tinham os meios de que dispomos. E o outro fato dito aos ventos de que existem provas verídicas e incontestáveis é uma calúnia. Pois tais provas estão rasuradas, falsificadas e trazem consigo um ar de muitas dúvidas. Dúvidas estas que podemos expor na atualidade em que infelizmente no passado muitos homens não poderiam expô-las devido à pressão enorme que sofriam. Chega-se a conclusão de que a religião falha no seu objetivo de sanar as dúvidas e anseios humanos. Outro ponto fundamental da obra é:
“Em que consiste a força interna das religiões? A ilusão que provocam.”
O segredo de sua força está na força de seus desejos. Logo a idéia de um ser paterno (Deus) para nos proteger das maldades da natureza e da cultura humana, uma punição aos injustos e uma continuação da vida após a morte é uma ilusão provocada pela religião. Mas ilusão não significa erro, pode vir acontecer. Ilusão seria o cumprimento de um desejo sem ter vínculo com a realidade que nos cerca. Muitas proposições religiosas podem ser comparadas a idéias delirantes.
“Dizemos a nós próprios que seria realmente muito bonito se houvesse um Deus, criador do mundo e Providência bondosa, se houvesse uma ordem moral universal e uma vida no além, mas é muito estranho que tudo isso seja da maneira como temos de desejar que seja. E seria ainda mais esquisito se nossos antepassados, pobres, ignorantes e sem liberdade, tivessem encontrado a solução de todos esses difíceis enigmas do mundo.” (Sigmund Freud, O futuro de uma ilusão.)
Freud após essa análise atenta ao fato de que não seriam também outros aspectos de nossa cultura ilusões? Então deixa em aberto para uma reflexão mais crítica a respeito.
Atualmente muitos setores da sociedade dizem que a religião apesar de carregar em si fatos duvidosos é necessária para manter um “equilíbrio” no mundo. Muitos afirmam que mesmo que se conseguisse provar que a religião carrega em si mitos e inverdades esta não poderia ser desfeita, pois a humanidade se apóia no conceito de Deus. Portanto a religião seria os alicerces da humanidade e provas existentes não poderiam ser mostradas para não causar danos ao homem. Mas segundo Freud se o homem tiver certeza de sua crença religiosa nenhuma teoria será capaz de abalar sua fé e confiança. A religião teve seu espaço para se estabelecer na vida humana, mas falhou ao deixar muitas pessoas hoje com várias dúvidas e vontade de afrontar os sistemas religiosos gerando assim uma enorme insatisfação em relação à cultura religiosa. Por fim o resultado de a religião ser tão confrontada ao longo dos tempos reside no fato desta estar perdendo espaço devido à elevação do espírito científico nas camadas superiores da população.
Tal obra de Freud foi considerada e ainda é polêmica por tratar de um assunto tão íntimo do ser humano que ao passar dos tempos vem confrontando um ser superior que parece muitas vezes invisível. Não podemos cair no engano de pequeno progresso, pois grande parte da humanidade ainda está presa nos tentáculos da "mentira religiosa".
E apenas para não passar em branco, indico tal obra.

A última tentação de Cristo

Queridos amigos não sei o motivo pelo qual me excito ao debater sobre assuntos relacionados à religião. É algo inerente a minha personalidade que tento combater sem obter resultados satisfatórios. Portanto hoje venho indicar uma bela obra literária para aqueles que se interessem pela polêmica. A obra intitulada A última tentação de Cristo do escritor Níkos Kazantzákis foi considerada polêmica pela Igreja Católica Romana por contar a história de Jesus Cristo fora dos padrões religiosos aceitos. E para não fugir a regra tal obra foi colocada no Index(Index Librorum Prohibitorum ou Index Librorvm Prohibithorvm ,Índice dos Livros Proibidos) dos livros proibidos pela Igreja.

Vale lembrar que várias outras figuras históricas tiveram seus livros tratados como perigosos e insolentes pelo conteúdo que traziam em si. Logo queridos amigos, A última tentação de Cristo é uma bela obra a ser lida e refletida com atenção para termos um exame mais crítico a respeito do papel da religião nos dias atuais e ao longo da humanidade.

domingo, 3 de julho de 2011

José Saramago


"Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma maneira bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-lo, para congratularmo-nos ou para pedir perdão, aliás, há quem diga que é isto a imortalidade de que tanto se fala."


sexta-feira, 1 de julho de 2011

A ilusão religiosa

"Dizemos a nós próprios que seria realmente muito bonito se houvesse um Deus, criador do mundo e Providência bondosa, se houvesse uma ordem moral universal e uma vida no além, mas é muito estranho que tudo isso seja da maneira como temos de desejar que seja."

(Sigmund Freud, O futuro de uma ilusão)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Velhos problemas


O caos na saúde brasileira é geral. Pessoas imploram em hospitais públicos apenas reinvidicando seus direitos básicos, mas são tratados com desprezo e omissão. Detalhe: teremos uma Copa do Mundo em 2014 e Olímpiadas em 2016. Irônico ou não?

Os impulsos religiosos provocam repúdio a causa homossexual


Caros amigos, mas o que é esta tempestade causada em torno dos homossexuais que presenciamos nas últimas semanas? Assistimos embasbacados a uma torrente de ignorantes e imbecis que atacam uma minoria que apenas tenta ratificar direitos assegurados na nossa “coerente e moderna” constituição, vêem-se pessoas que não sabem controlar seus impulsos e atitudes agindo assim como seres desprezíveis nos fazendo lembrar-se dos atos nazistas contra os judeus. Mas qual seria a raiz da discriminação e intolerância?

Ora, a origem de uma sociedade machista em detrimento da figura feminina nos remonta as narrativas bíblicas, especificamente ao Gênesis, que mostra a história da queda do homem frente a tentação e pecado, sendo a mulher responsabilizada por ter sido enganada pela serpente(Anjo Caído). Durante a Idade Média a sociedade passou a ser controlada pelas rígidas amarras da Igreja Católica que fez interpretações miraculosas sobre os livros sagrados. Dentre algumas interpretações a de que a mulher era um ser inferior ao homem e deveria estar submetida a este, justificativa comprovada no livro de Gênesis. Posteriormente com as Grandes Navegações e as missões religiosas enviadas ao Novo Mundo o conceito de moral já estava gerido na sociedade européia que transplantou e imprimiu este conceito aos povos ameríndios de uma forma mais cruel. Percebemos que durante toda a história somente houve espaço para o homem e para a mulher, mesmo esta renegada a segundo plano. Chega-se a uma conclusão parcial de que a moral religiosa estava e está impregnada na mentalidade das sociedades, pois não aceitam os homossexuais, justificando esta posição através das narrativas bíblicas que em muitas vezes não tem fundamento, levando pessoas e grupos sociais a um extremismo religioso que ultrapassa seu próprio discurso de amor ao próximo e isso causa sérios problemas de relacionamento com os novos grupos que anseiam por justiça e reconhecimento.

Se a nossa sociedade não fosse tão intolerante e nossa constituição cumprida não haveria a necessidade de toda guerra ideológica e moral pela qual presenciamos. Acima de tudo deveríamos entender que os homossexuais são seres humanos e apenas querem que seus direitos sejam resguardados na constituição e que claro, sejam cumpridos. Não se pode fechar os olhos para um grupo que cresce a cada dia. Afinal ser um homossexual envolve medo, afeto, prazer, sofrimento, traumas e coragem para vencer as barreiras da intolerância comandadas pelos impulsos religiosos.Notamos que a religião muitas vezes impede o progresso da humanidade e deixa um vazio na mente humana tornando as palavras de Freud com muito mais sentido.

“A religião seria a neurose obsessiva da humanidade e, tal como a da criança, teria sua origem no complexo de Édipo, na relação com o pai. De acordo com essa concepção, seria possível prever que o abandono da religião terá de se consumar com a mesma inexorabilidade fatal de um processo de crescimento, e que nos encontramos nessa fase de desenvolvimento precisamente agora.” (Sigmund Freud)

Vale lembrar que a PLC 122 visa garantir tudo o que já foi falado, que seja cumprida uma justiça sem influências e preceitos puramente religiosos. Cada um pode defender sua opinião a favor ou contra a união de homossexuais, mas jamais... jamais pode sair por aí formando um bando de babacas morais para bater e matar homossexuais. A mídia também tem seu papel fundamental para não inflamar cada vez mais o confronto entre a sociedade respaldada pela religião e homossexuais. Pois uma exposição exagerada do tema pode aumentar ainda mais a discriminação e intolerância da nossa “moralizada” sociedade. Os colégios também devem dar proteção aos homossexuais e minimizar as brincadeiras recorrentes em relação ao fato. Para finalizar, uma passagem de Friedrich Nietzsche retirada da obra intitulada Além do bem e do mal:

“Para os fortes, independentes, preparados e predestinados ao comando, nos quais se encarnam a razão e a arte de uma raça dominante, a religião é mais um meio de vencer resistências para dominar: é um laço que une dominadores e súditos, e que denuncia e entrega àqueles a consciência destes, o que neles é mais íntimo e oculto, que bem gostaria de se subtrair à obediência.”

Logo caros amigos, a causa homossexual tem de ser defendida pois como seres humanos devem ter direitos assegurados em lei para serem um dia mais respeitados. Também devemos nos desvincular mais da moral religiosa que incita a intolerância e nos faz mais rudes e rústicos sem uma explicação plausível e justa. Pois o Deus que existe para muitos deve ser o que aceita a todos e não apenas um deus louco que serve apenas a seu próprio ego.