sábado, 16 de abril de 2011

A incoerência Católica aos pés do “martirizado” Padre Cícero


1889, no interior do Ceará mais precisamente em Juazeiro um pequeno povoado no meio do sertão o Padre Cícero Romão Batista realizava a missa como sempre na pequena Igreja da localidade. Mas um fato mudaria para sempre o curso de vida do pequeno povoado assim como a vida do Padre Cícero Romão Batista. A hóstia dada à beata Maria de Araújo teria supostamente se transformado em sangue. Tal acontecimento teria ocorrido nos dois próximos dois anos com o boato de que Jesus Cristo realizara milagres em Juazeiro, motivo pelo qual o pequeno povoado se transformou em local de peregrinação e devoção assim como o Padre Cícero Romão Batista se tornou o inimigo sertanejo temido e odiado pela Igreja Católica Romana. Portanto o Padim Ciço foi alvo de acusações por parte da Igreja Católica que entendia que o santíssimo teria juntado com a beata Maria de Araújo forjado os milagres e pregavam um catolicismo popular e místico em detrimento do poder oficial de Roma. Então para o Vaticano o Padim Ciço não passava de um aproveitador que tentava tirar proveito do milagre para alavancar o povoado de Juazeiro e sua fama pessoal (tal afirmação ganhou mais veracidade com a elevação de Juazeiro para vila como a vida política do Padre Cícero). Tais acontecimentos perduraram por toda a vida do Padre. Como conseqüência dos falsos milagres o Padim Ciço foi proibido de realizar missas, sacramentos, batizados e excomungado pelo Tribunal do Santo Ofício. Mas tais decisões não abalaram a fama e prestígio social que havia conquistado. Milhares de pessoas peregrinavam até o Juazeiro para ter o privilégio de ver o santo e abençoado Padre que tinha o dom de proferir milagres e de conversar como o próprio Cristo.

Padre Cícero morreu como inimigo do Vaticano e do Catolicismo oficial. Entretanto a incoerência que sempre acompanhou a humanidade, religiões e seitas se fizeram presente neste fato. Padim Ciço carinhosamente chamado assim pelo povo humilde faleceu rico. Tinha em posse grandes áreas agrícolas, prédios, gado e etc, fruto do trabalho e ignorância do povo segundo a Igreja Católica. Durante toda sua vida devido a seu gênio forte enfrentou de frente a Diocese do Crato assim como o Vaticano afirmando serem os milagres do Juazeiro sendo verdadeiros. Pois bem. A mesma Igreja que acusou, chegou a conclusão que o Padre era mentiroso, aproveitador de inocentes e demais “honras” o procurou em seu leito de morte para que o Padre Cícero em seu testamento deixasse todos seus bens(que eram muitos) para a Diocese do Crato. Incoerência, não é mesmo?

Além do mais em pleno século XXI a cidade Juazeiro do Norte atrai dois milhões de fiéis todos os anos, aliás, a figura de Padre Cícero que atrai esta multidão. Então pensaríamos: Portanto a Igreja Católica condena a peregrinação? Errado. Atualmente ela apóia esta epopéia rumo ao cariri cearense. Mesmo após 70 anos de sua morte a figura folclórica do Padre Cícero atrai milhões de fiéis todos os anos alavancando assim o comércio da região e reforça a força da religião católica. Mas o que fez o Vaticano mudar de idéia sobre o antigo Padre excomungado?

Segundo o autor Lira Neto que escreveu o livro: “Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão a intenção da Igreja Católica é reerguer o seu poder no Brasil, pois a cada ano que passa tem perdido milhares de fiéis para as Igrejas Evangélicas. Portanto a peregrinação a Juazeiro no Norte é apoiada. Desde que o atual Papa Bento XVI era Chefe do Tribunal do Santo Ofício o processo sobre o Padre Cícero foi reaberto e é estudado hoje para que seja revista a pena decretada a ele para que possa ser elevado a categoria de Santo. Logo Padre Cícero é vacina contra os evangélicos e o Vaticano incoerente destes os tempos da Inquisição.

sábado, 9 de abril de 2011

O Resultado do Vestibular


Entra ano, sai ano. Milhares de jovens se preparam e desesperam para a temida prova do vestibular em muitas Universidades no Brasil. Fato que deixa a família e próprio estudante alucinados por um ótimo resultado. Ótimo também para a “indústria” dos cursinhos preparatórios que ganham rios de dinheiro aproveitando-se da vontade dos jovens de entrarem na Universidade Pública e mais recentemente conseguir um bom resultado no Enem. O vestibular tem como método avaliar o que o estudante realmente extraiu de conhecimento em todos os anos freqüentados à escola. Mas na prática a realidade é outra. Infelizmente o nível da maioria das escolas públicas brasileiras é péssimo, aliado a falta de apoio dada ao professor, contribuindo assim para tais estudantes saírem atrás na corrida do vestibular. Soma-se também a estrutura familiar de muitos brasileiros que não tem condições de pagar um cursinho para seus filhos. Em muitas regiões os estudantes encaram uma realidade ainda mais difícil, pois para estudarem tem que vencer muitos obstáculos como à falta de transporte, longa distância até a escola falta de comida, seca e etc. Além do mais ajudam os pais em muitos afazeres o que dificulta um foco maior somente nos estudos. Portanto tal quadro nos leva a perceber que o jovem sem condições financeiras não tem condições de ser aprovado em vestibulares concorridos. Mas é claro que existem as exceções que acontecem devido ao enorme esforço da família e do próprio estudante, fato que quando acontece e mostrado pela mídia como uma vitória da pobreza.

Por outro lado temos aqueles que dispõem de todo o tempo para dedicarem-se somente aos estudos. Freqüentam colégios bons e de um nível considerável, freqüentam cursinhos e etc. Como prêmios conseguem adentrar a Universidade pleiteando a vaga nos cursos mais concorridos. Ora, percebemos então a disparidade entre estudantes com poucas condições financeiras x estudantes com um bom nível financeiro. Ou seja, não há como um jovem com um baixo capital financeiro competir com aquele que tem um alto capital financeiro. Entretanto os fatos apresentados não podem ser interpretados de forma errônea, pois se percebe que o Vestibular não provoca as diferenças sociais e sim evidencia tais diferenças existentes na realidade brasileira.

Indaga-se a seguinte pergunta: Como diminuir tais diferenças?

Ora, basta nossos representantes investirem o dinheiro público na educação sem desviarem o resultado de tanto trabalho do povo para paraísos fiscais. É necessária consciência daqueles que tem o dever de fiscalizar e investir o dinheiro público para haver qualidade e maior desenvolvimento do país que somente poderá ser alcançado se houver maior qualidade na educação desembocando assim na formação de exemplares e bem sucedidos profissionais e cidadãos. Não o inverso em que o dinheiro é lavado, desviado e gasto em processos ilícitos onde o resultado mais visível está nas escolas e educação do Brasil. Crianças sem transporte, estruturas físicas de escolas em precárias condições, falta de merenda como desvalorização do professor em que sua imagem está desgastada e fragilizada. Parece simples, mas até o Brasil conseguir tal proeza terá que enfrentas muito trabalho tanto para “limpar” o congresso de políticos corruptos como também investir em uma educação de qualidade em longo prazo para que os frutos colhidos diminuam a enorme discrepância entre escolas públicas e privadas. Sonho ou utopia? Apostem suas fichas.

sábado, 26 de março de 2011

PUC-GO


I COLÓQUIO INTERNACIONAL DE ESTUDOS MEDIEVAIS E I ENCONTRO DO GEPEM (GRUPO DE ESTUDOS E PESQUISAS DO MEDIEVO) DA PUC-GO - “ENTRE A HISTÓRIA E A HISTORIOGRAFIA”

11 – 13 DE ABRIL DE 2011



sábado, 5 de março de 2011